[Pela História] Iluminismo



O assunto que abordaremos no Pela História de hoje causou muita polêmica lá no final da Idade Moderna, período que ainda sofreu com os respingos do pensamento medieval, no qual o poder e o controle da Igreja ditavam as regras sobre a sociedade, tal período ficou conhecido como “período de trevas” e por isso o pensamento que visava derrubá-lo foi chamado de Iluminismo.

Podemos defini-lo como sendo a transição da Idade Moderna para o Período Contemporâneo, no final do século 18 – que por essa razão é chamado de Século das Luzes –, foi quando burgueses, artistas e intelectuais questionavam a Europa perante o sistema que a regia, trazendo ideias que a “levariam para a luz”. Teve origem nos países da Inglaterra, França e Alemanha, mas foi na França que tomou força causando, mais tarde, a Revolução Francesa e motivando até mesmo no Brasil a Inconfidência Mineira, quando os primeiros ideais de emancipação tomaram a sociedade brasileira.

Críticas e Propostas
Durante o Período Moderno, ou ainda, Antigo Regime, a Europa viveu o Absolutismo, sistema pelo qual o rei detinha todo o poder sobre o povo em suas mãos. Contrário a esse sistema político os iluministas propuseram a Democracia, pela qual a população teria voz ativa na política por meio do voto.
Vivia-se ainda o Mercantilismo, sistema econômico que garantia ao Estado o monopólio da economia nas mãos de burgueses licenciados por ele, dificultando assim a expansão comercial dos demais burgueses que idealizavam o Liberalismo Econômico, pelo qual aconteceria o fim dos privilégios a poucos e a expansão comercial dos outros.
A possuía grande influência sobre a sociedade, interferindo na cultura e no comportamento das pessoas e, segundo os iluministas, atrasava a sociedade, sendo assim, foi proposta a Razão – a ciência explicaria o mundo, a religião não interviria mais no Estado e o homem passaria a estudar o mundo a sua volta com um olhar mais crítico.

Pensamentos Iluministas
Como toda filosofia tem os seus argumentos o iluminismo também apresentou vários deles como a essência humana ser definida como boa e o culpado pela sua corrupção ser de responsabilidade da sociedade. Ainda criticando o conjunto social os pensadores acreditavam que apenas uma sociedade justa garantiria a felicidade comum a todos.
Os privilégios dados somente a quem era da nobreza e do clero – os chamados poucos – também foram duramente criticados, acreditava-se na ascensão social, no crescimento do indivíduo que apenas seria alcançado com o fim da imposição religiosa, do absolutismo e do mercantilismo marcado pela monopolização.

Grandes Iluministas
Muitos foram os idealizadores, mas essa edição do Pela História trará dois nomes muito conhecidos e bastante importantes.

John Locke


Foi um iluminista inglês, líder da doutrina do empirismo e ideólogo do liberalismo, que acreditava na busca do conhecimento através de experiências e não em especulações. Sem crença na religião defendeu o fim do poder religioso sobre o Estado e a liberdade para que as pessoas pudessem decidir sobre sua própria crença.
Dizia também que as experiências da vida formam o conhecimento e a personalidade de uma pessoa e que todas as pessoas nasciam iguais, boas e independes, a responsabilidade pela formação do indivíduo estava nas mãos da sociedade.
Defensor da ideia de que a soberania não estava nas mãos do Estado, mas com a população, defendeu a separação do poder em Legislativo – que por representar o povo seria o mais forte –, Executivo e Judiciário. Contudo, defendeu a escravidão, não a étnica, mas a que se sustentava em cima de guerras: povos vencidos, quando não mortos, deveriam trocar sua liberdade pela servidão.

Voltaire


Ensaísta, escritor e filósofo francês, foi influenciado pelo cientista Isaac Newton e pelo também filósofo John Locke. Assim, como a maioria dos iluministas, defendia a liberdade civil – de expressão, religiosa e de associação –, criticou o absolutismo e o monopólio da Igreja Católica sobre a política além do controle do estado na economia, idealizando, também, o liberalismo econômico.

Consequências
Ø  Limitação do poder da Igreja.
Ø  Despotismo esclarecido.
Ø  Reconhecimento dos direitos individuais que cada cidadão deve possuir.
Ø  Desenvolvimento científico e cultural de uma sociedade que antes apenas era instruída pela religião e enxergava o mundo com a visão desta.
Ø  Independência das colônias americanas com o fim do mercantilismo
Ø  Consolidação de uma visão burguesa do mundo, dando início ao capitalismo que, como principal objetivo, fundamenta-se no lucro e no acúmulo de capital.
Ø  Revolução Francesa, que marca a passagem do Antigo Regime para o Período Contemporâneo.


Leia também: O Egito Antigo.


Comentários

Siga o blog pelo Instagram:

Postagens mais visitadas deste blog

"Amar é mudar a alma de casa"

A Brevidade da Vida

Aflições na Alma

Flores aos mortos

[Conto] Eternizados Pelo Amor